Realmente, acabou em samba

Há um tempinho atrás, apareceu na Internet a campanha “Você Escolhe”, divulgando uma nova companhia aérea a ser lançada no Brasil. Como parte do todo promocional, os internautas poderiam entrar no site e sugerir um nome para a empresa (ou votar nos finalistas). Como numa legítima eleição, o nome ganhador seria para batizar a companhia. Mas José preferiu ser chamado de João, segundo notícia do Blue Bus.

Essa história está bem longe de ser algo perigoso como uma eleição presidencial. Mas há duas coisas que merecem reflexão:

  • Primeiro: se o povo brasileiro aceitar o desfeito da empresa, vai corroborar mais uma vez seu lado passivo. Que venham novos golpes militares, portanto, que nós merecemos.
  • Segundo: acho que isso é só a ponta do iceberg. Há muito mais falta de atenção por parte das companhias que um mero “não gostei do nome, vá se danar”. É preciso lembrar dos SAC’s que nunca funcionam, dos “Fale Conosco” que demoram eternidades para uma resposta e das compras via Internet que, igualmente, são verdadeiros partos em termos de eficiência. E há muito mais blocos de gelo debaixo d’água, certamente.

Em tempo, o título deste post foi “levemente” inspirado no texto da Ana Brambilla, no OhMyNews.

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