Posso pagar com SMS?
Um estudo feito para a Nortel, fabricante norte-americana de equipamentos telefônicos, aponta que a maior parte dos trabalhadores entrevistados portaria consigo o celular ao invés da carteira, caso necessitasse se ausentar de casa por 24h e pudesse carregar apenas um objeto. Para saber mais, basta ir no site da Reuters ou ver a tradução da matéria no G1.
A pesquisa teve o intuito de mensurar a quantidade de trabalhadores hiperconectados pelo mundo. No total, foram ouvidas 2.367 pessoas em 17 países diferentes. No final das contas, descobriram que menos de 30% levariam a carteira consigo numa situação como a já citada.
O termo hiperconectado foi utilizado para designar aquele que usa ao menos 7 aparelhos para fins profissionais e pessoais, além de 9 serviços como mensagens instantâneas, de texto ou conferência pela web (considerações amplas, não?).
Estava no trânsito quando ouvi a notícia pelo rádio. E como o engarrafamento é um ótimo local para a prática da reflexão, cheguei a algumas conclusões de como faz sentido a resposta majoritária dos entrevistados. Vejamos:
- Numa situação de dificuldade, posso usar dinheiro para me safar. Mas também posso ligar para alguém - conhecido ou autoridade. E, se o aparelho telefônico estiver ao meu lado, não a uns 300 metros de mim, mais fácil ainda. Ponto para o celular, por sua portabilidade.
- Se não tenho celular em mãos, posso usar dinheiro para comprar um cartão telefônico e usar o orelhão. Posso comprar um celular, também. Posso até pagar pela ligação, no caso de um amigo sovina. Mas o celular também já não funciona como dinheiro, vide Oi Paggo? Ponto para o celular, por sua versatilidade.
- Esta é demais: no caso de uma grande devastação ou situação de extermínio, como numa epidemia de zumbis, poderia-se usar o bluetooth para procurar sobreviventes humanos. Ou GPS, até. Claro, se essas coisas funcionarem. E com dinheiro, o que poderia ser feito? Ponto para o celular, por sua resistência.
- Melhor que esta não há: o celular pode salvar a vida de alguém, ao servir de escudo no caso de uma bala perdida - supondo que ele esteja no bolso da camisa, em frente ao coração. O que uma cédula de R$ 50,00 faria num caso desses? Poxa, ponto para o celular, por sua portabilidade, versatilidade e resistência.
Ironias à parte, tenho consideração quanto ao uso de celulares, smartphones, PDAs, whatever, mesmo não gostando muito de andar por aí com bugigangas nos bolsos, e desde que não cheguemos a situações tão patéticas quanto as que coloquei acima. Ou seja, de total dependência, e até impotência, caso o mobile nos falte. E, de qualquer forma, temos de considerar que o fato de tantas pessoas preferirem portar minutos a dinheiro (!) significa alguma ruptura no modo de ver as possibilidades de sobrevivência, dentre outras tantas coisas, como a comunicação, a sociabilidade ou as relações econômicas.
Nuttz disse,
16 - Maio - 2008 @ 2:36
Haaaa! Te achei, escondidinho. =p Nem li os mails que tu me mandou ainda. Caprichou, hein? 3 duma vez. Ah, tbm não li ainda esse post. Mas queria deixar uma marquinha aqui. Nhuu. São quase 3h da manhã e eu tô groguee! O.o Téz, ciberpeuz!